Luiz Braga nasce em 1956, em Belém (Pará), entra em contato com a fotografia aos 11 anos. Em 1975 monta seu primeiro estúdio com o foco em retratos e publicidade, ao mesmo tempo em que ingressa na Faculdade de Arquitetura.
Até 1981, fotografa principalmente em preto e branco. Suas primeiras exposições (1979 e 1980) foram compostas por retratos, nus, cenas de dança, e paisagens urbanas.
No caminho diário até a Universidade Federal do Pará, Luiz vive um momento de descoberta das cores vibrantes da Estrada Nova, bairro ribeirinho e popular de Belém, nesse momento intensifica seu trabalho com a cor e é convidado pela Fundação Nacional de Arte para participar do projeto Visualidade Popular da Amazônia. O resultado deste trabalho, é exibido com o título “No Olho da Rua” (São Paulo, 1984), considerado pelo artista como o início de seu amadurecimento autoral.
Sua participação nas Semanas Nacionais de Fotografia e a intensa troca de conhecimento resultante do encontro com outros fotógrafos brasileiros, amplia o universo de seu trabalho.
Em “A Margem do Olhar” (1985 a 1987), retorna ao preto e branco, retratando de forma digna e respeitosa o caboclo amazônico, passando ao largo dos estereótipos sobre a região. Exibido nacionalmente em 1988, esse ensaio recebe o Prêmio Marc Ferrez conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia.
Autor inquieto, inicia a experimentação que subverte o uso correto do filme colorido daylight, confrontando-o com as múltiplas fontes de luz artificial dos parques, barcos e bares populares que resulta no ensaio “Anos Luz”, premiado em 1991 com o “Leopold Godowsky Color Photography Awards” da Boston University. Nesta série se afirmam as principais características de sua obra: O domínio da Luz e a paleta de cores estridentes e peculiares com a qual passa a ser referência na fotografia contemporânea brasileira.
Realizou mais de 200 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Suas fotografias compõem coleções públicas e privadas importantes, como: Museu de Arte Moderna de São Paulo, Centro Português de Fotografia, Miami Art Museum, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo e MAR Museu de Arte do Rio.
Em 2004, usando uma câmera digital com recurso de visão noturna inicia a série Nightvisions, cuja tonalidade monocromática esverdeada flerta com a gravura de água-forte. Adaptando seu uso para a luz do dia, surge o naturalista que passa a incluir em suas obras, aspectos da paisagem de rios, igarapés e florestas, expandindo o seu universo e a sua técnica.
Os 30 anos de carreira foram celebrados em 2005, com duas mostras que sintetizaram diversos segmentos e fases de sua obra: “Retratos Amazônicos”, no MAM/SP, e “Arraial da Luz”; montada ao ar livre num parque de diversões em Belém, sendo esta a maior de sua carreira, atraindo uma audiência de mais de 35.000 visitantes.
Em 2009, foi escolhido para ser um dos representantes do Brasil na 53ª Bienal de Veneza, consolidando sua trajetória no cenário da arte contemporânea.
Em 2014, realiza a exposição “Retumbante Natureza Humanizada” com imagens inéditas de diversos momentos e técnicas de sua carreira, premiada como a melhor exposição do ano de fotografia pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e lança o livro “Luiz Braga” com a trajetória de sua obra em cor.
Atualmente, Luiz adentra seus 40 anos de carreira, retornando às origens humanistas de seu olhar, num processo de espiral que pulsa, se aprofunda e revela novas nuances de seu universo.
Vive e trabalha em Belém.